(aviso: esse é uma resposta padrão para uma das perguntas que eu mais ouço) 

 

Não importa o que eu fale sobre todas as consequências físicas, emocionais e mentais que as dietas causam, vem sempre a mesma pergunta… “mas e a saúde?”

“Habite SEU corpo”.

“Todo mundo come emocionalmente”.

“Não existe jeito errado de ter um corpo”.

Viva a diversidade

Seu objetivo de vida é ser você”.

– “MAS E A SAÚDE?!”

 

Como se ser saudável, justificasse se odiar, sentir vergonha de si mesma e não se sentir boa – bonita, magra, competente, feliz – o suficiente.

E assim, ó… dá até pra gente falar do quanto a culpa e a vergonha nunca vão resolver apenas piorar “o problema” de se atacar um pote de sorvete no meio da noite, ou sobre como essas emoções negativas só vão piorar nossa saúde.

 

Mas vamos falar do ponto central desse problema:

É insanidade moralizar a alimentação ou a saúde.

“SAÚDE” NÃO É UM PROBLEMA MORAL.

 

As escolhas que uma pessoa faz sobre sua própria saúde não são e NUNCA SERÃO motivo para julgar alguém ou para que alguém se julgue como ser humano.

 

Moral tem a ver com regras éticas, bons costumes, princípios e valores sociais.

Olhar a saúde sob um ponto de vista moral – algo cada vez mais comum no mundo todo – nos faz acreditar que temos o direito de ditar o que é “certo” e “errado” na vida dos outros ou aceitar que as pessoas nos vigiem e policiem nossa vida e nosso comportamento com base nos conceitos de “saúde” que são tão controversos e discutidos no mundo todo.

 

Afinal, o que é “ter uma boa saúde”?

Eu já falei sobre saúde aqui e aquie vale lembrar que se saúde for um valor importante na sua vida pessoal, reflita sobre o que é saúde pra você e preste atenção se você não está racionalizando sua saúde ao invés de se sentir saudável.

 

Pensar sobre saúde e querer ser saudável não é a mesma coisa que ser saudável.

 

Ou mais do que isso, será que você não está usando o argumento da saúde pra se sabotar ou ainda pra punir e criticar não só a si mesma mas outras pessoas também?

 

Ninguém é obrigado a ser saudável.

 

Somos livres e podemos buscar saúde sempre que quisermos. Não é uma obrigação de ninguém, muito menos algo do qual devamos nos envergonhar caso não façamos, por pura expectativa dos outros ou convenção social. Saúde não se mede em quilos, e a “saúde de uma pessoa não mede seu valor como ser humano, nem pões em cheque seu direito de fazer o que quiser de sua vida.

Eu criei minha própria definição de saúde que inclui meu bem estar emocional, mental, espiritual e, claro, físico e faço escolhas que atendem as necessidades físicas do meu corpo porque eu quero, não porque é um “dever cívico”, uma obrigação moral ou porque tem alguém olhando.

 

 

E se, em determinado momento, eu resolver fazer uma escolha não-saudável, também é algo que só diz respeito a mim mesma. 

Não é dieta, é MINHA VIDA.

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