Eu enrolei muitão pra me posicionar sobre isso.

Era contraditório pra mim – que critico tanto o terrorismo nutricional – falar em vício em comida. Eu, que vivi uma relação abusiva com comida por anos, que trabalho com mulheres que ainda passam por isso, sei da importância de fazer as pazes com a comida, não declarar guerra e vê-la como inimiga.

E vício é uma palavra pesada, difícil e com certeza não ajuda em nada colocar a comida como uma “droga”. Não é essa minha intenção – até porque não existe um consenso científico sobre propriedades viciantes dos alimentos.

A neurocientista Nora Volkow, considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo, afirma que vício é uma doença, que é crônica e reincidente, que envolve mudanças no cérebro.

E eu, que consegui mudar minha relação com a comida, que me dizia chocólatra e hoje passo dias sem comer chocolate, sei que comer em excesso e não se sentir no controle precisa de atenção sim, mas não afirmaria que é uma doença.

Tem outra coisa… quando falamos que vicia parece que vem uma sensação de impotência, de “vicia e pronto” como se nada mais pudesse ser feito e eu não acredito nesse caminho. Eu acho que existe saída sim. Não é tão rápida e fácil quanto gostaríamos, mas é possível.

Viver em efeito sanfona e compulsão alimentar é difícil.
Buscar a cura também é difícil.
Mas só UM deles nos leva à paz.

Recentemente, uma grande quantidade de mulheres começaram a falar dessa sensação de impotência diante da comida chamando de vício e eu lembro muito bem da minha experiência pessoal: nos meus anos de dietas, efeito sanfona e compulsão alimentar, eu me sentia sim viciada.

Sem dúvida, essa era minha sensação: dependência, vício, obsessão. Não era visível, mas era uma grande batalha emocional interna. Uma necessidade, uma urgência que só passava quando eu comia.

Eu me sentia hipnotizada, abduzida, desapropriada do meu autocontrole. Desapropriada de mim. É aquilo que eu ensino nO Jogo da Comida: durante o transe – o jogo -, era impossível pensar em outra coisa, era só o disco furado: “não posso comer, mas quero. quero, quero muito, pre-ci-so”. Não posso, mas quero.

E pra aliviar a culpa e a vergonha por ser tão “fraca”, eu comia jurando que seria a última vez e muitas vezes super rápido pra acabar logo com aquilo.


Então duas coisas me motivaram a falar sobre isso: quem me procura descrevendo a relação com a comida como um vício e a minha experiência que parecia vício.

Mas afinal, o que é vício? Vício é um hábito repetitivo que causa algum prejuízo ao viciado. Para a Psicologia, o vício é um mecanismo de fuga emocional em que a pessoa busca prazer e foge da dor. Existem vários tipos de vícios, que tem consequências e prejuízos diferentes, e o que separa o vício de um hábito comum é justamente o prejuízo que este comportamento causa na vida da pessoa.

Como eu disse, tive uma vivência na sensação de vício, mas atualmente não me sinto confortável em classificar o que vivi como um vício. Entendo que a sensação era essa pra mim e ainda é para muitas mulheres, mas estudei e prefiro chamar de jogo: O Jogo da Comida – inclusive escrevi um material super rico sobre isso e você pode baixar gratuitamente CLICANDO AQUI.

Resumidamente, o Jogo da Comida é essa relação de amor e ódio, desejo e proibição que desenvolvemos com a comida por causa da busca pelo emagrecimento. Acontece que a comida é fundamental para a vida, comemos todos os dias, várias vezes por dia e o faremos até o último dos nossos dias, é algo importante demais para ser difícil e conflituoso.

Pre-ci-sa-mos desenvolver uma relação tranquila com ela e essa é uma jornada individual: ninguém vem nos salvar, ninguém fará por nós, não tem remedinho ou pílula mágica – acredite, eu adoraria dizer que tem!

https://gph.is/2RZI8EM


Existe um Caminho de autoconhecimento, de inteligência emocional e reconexão com o corpo que é como minhas alunas sempre dizem: “nossa, agora parece tudo tão lógico, por que não pensei nisso antes?“.

O que acontece é que estamos tão acostumadas com as regras pode-não pode comer, a ver nosso corpo como inimigo, como feio, mais gordo do que deveria, estamos tão afundadas no medo de engordar, que não vemos o óbvio: comer tem que ser natural, tranquilo, sem ansiedade, sem angústia.

Como eu disse ali em cima, é algo que fazemos todos os dias a vida toda, não dá pra ser um problema.

Mas como mudar? Como fazer diferente?
Eu escrevi um ebook bem lindo, bem explicadinho que você pode baixar gratuitamente AQUI.
Também vou te mandar por email o convite para A Minissérie Gratuita do Jogo da Comida, uma série de 3 vídeos onde conto exatamente como eu transformei minha relação com meu corpo e alimentação.

E no dia 29 de maio 2019 às 19h vai rolar um Workshop Online só sobre este assunto e como acabar com esta sensação de escravidão 🙁
Inscreva-se Aqui: https://ligiafabreti.com.br/workshop/

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